O que pesa na conta
O tempo perdido e a hora do dia. A assistência que foi ou não oferecida. O compromisso desfeito e se ele era remarcável. O perfil do passageiro — idoso, criança de colo, pessoa com deficiência, gestante. A conduta da companhia no balcão e depois da reclamação.
Pesa também a reincidência da empresa e a demora em corrigir depois de avisada. O que quase não pesa é o preço da passagem: a reparação mede o transtorno, não o valor do bilhete.
Faixas de referência
Como ordem de grandeza do que os tribunais têm reconhecido: transtorno comum, sem consequência maior, costuma ficar entre R$ 3.000 e R$ 5.000. Com compromisso relevante perdido, entre R$ 5.000 e R$ 8.000. Situações graves — viagem de emergência, passageiro vulnerável desassistido, pernoite forçado no aeroporto — podem superar isso.
São referências, não promessa. O mesmo fato rende valores diferentes conforme a prova apresentada e o juízo competente.
Dano material é outra conta
O que você gastou ou deixou de ganhar por causa do problema soma-se à reparação por dano moral e é calculado por comprovação: notas, recibos, extratos. Diária de hotel perdida, passeio não realizado, nova passagem, transporte extra.
Por isso guardar nota importa tanto. Veja o que reunir em como comprovar cancelamento.
Cuidado com quem promete valor
Nenhum advogado sério garante quantia antes de analisar o caso. A avaliação na Resolva-se é gratuita e serve para dizer se existe caminho — não para prometer cifra.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um advogado. Cada caso depende das provas e das circunstâncias concretas, e a análise é feita pelo advogado parceiro responsável.
